Apóstolo Ezaú Casales

01A assessoria do bispado de Bauru (SP) enviou uma nota negando que o padre Roberto Francisco Daniel foi excomungado por defender os direitos homossexuais. O juiz-instrutor da excomunhão afirma que a decisão da Igreja Católica foi tomada diante do fato de que o padre não obedeceu aos superiores e insistiu no comportamento considerado por eles como inadequado.

O padre Beto, como era conhecido, fazia a defesa dos direitos dos homossexuais tanto pela internet, como em suas declarações, sermões e nas aulas. Advertido pelo bispo Dom Caetano Ferrari, ele deveria retirar os vídeos que postou na internet com críticas a postura da igreja em relação ao tema, porém o padre preferiu se afastar do cargo no lugar de apagar suas publicações o que teria ocasionado a excomunhão.

A diocese entendeu que o comportamento do padre Beto violou gravemente as obrigações do sacerdócio. “A excomunhão foi declarada porque ele se negou, categoricamente, a cumprir o que prometera em sua ordenação sacerdotal: fidelidade ao Magistério da Igreja e obediência aos seus legítimos pastores”, diz o texto do juiz-instrutor que é responsável por fazer o desligamento do padre.

Indignado, o agora ex-padre comentou em nota que a resposta dada pela diocese é uma artimanha para afastar a polêmica em torno de seu apoio aos direitos homossexuais.

“Então, um padre pode ser pedófilo que ele não será excomungado só porque obedece aos seus superiores?”, questionou. “Se fosse realmente isso, o bispo não teria exigido que eu retirasse os vídeos da internet com minhas reflexões sobre o assunto e pedisse perdão.”

Assista o vídeo:

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